domingo, 27 de novembro de 2016

Fim de semana na Cozinha

Um dos prazeres que o desemprego trouxe, foi a cozinha! E se antigamente, o tempo era curto para fazer uma sopa rápida, agora dá para muitas e doces experiências ... e eu aproveito-o bem. Não sou bem  uma cozinheira, sou mais uma doceira, pois é nos doces e nas sobremesas  que me deixo levar pelo entusiasmo. Talvez o entusiasmo se reflicta nos "n" quilos que ganhei logo a seguir ao desemprego, em que n = muitos .

Este fim de semana foi em cheio!
Comecei no sábado logo de manhã com uma espécie de bolo rainha, especialidade cá de casa ... não é mais do que uma massa de pão brioche onde depois de levedar, adicionei vinho do Porto, frutos secos a gosto (200g de passas, amendoas, avelãs, nozes) e raspa de laranja, formar a coroa, deixar levedar mais um pouco e vai ao forno. 


Hoje, continuei com outra receita, a tarte de maçã "copiada" do blogue da Pinta, que já aguardava há alguns dias que eu fizesse iogurtes, pois estava nos ingredientes. Claro que entre o Bolo Rei e a Tarte de Maça, fiz iogurtes e também fiz pão; 


E já que o forno está quente vamos também fazer uns Húngaros, receita nova,  ainda estou em dúvida entre esta receita e a minha de sempre, mas não está mal !


Hoje tinha prometido a mim mesma que ia sair de casa, mas com o marido fora e os miúdos entretidos no computador, nem dei pelo tempo passar. Sinto que nesta altura da minha vida  o meu maior problema é combater esta vontade imensa de me deixar ficar em casa. 

E assim se desperdiçou um dia magnifico de sol, mas quando estou na cozinha o tempo corre de forma diferente e nem dei por ele.

Agora, espera por mim um chá quente e uma lareira acesa.  




sábado, 19 de novembro de 2016

Diário da horta - continuação

Só  voltámos à horta no fim de semana passado, o que confirma a minha convicção,  nunca conseguiria-mos ter uma horta só nossa.
Estava tudo feito!
A azeitona apanhada, limpa de folhas e já entregue no lagar de azeite.

Cumprir todas as burocracias exigidas legalmente, mesmo para quem tem uma horta para consumo familiar, é uma aventura. Facturas?!?! Guias de transporte?!?! Cursos para poder sulfatar ... Estamos a falar de hortas particulares, que apenas servem para produzir umas couves "lá para casa". No lagar de azeite, já avisaram que para receberem azeitona precisam de facturas! E sobre o assunto não comento mais, que de tão caricato que me parece, só pode ser confusão. Vou pesquisar mais.

No primeiro diário da horta, mostrei fotos dos produtos que trouxe para casa, hoje deixo as fotos da horta.

Algumas das cebolas, assim, aguentam um ano.

Quando chove, não se consegue entrar na horta, estes regos de couves estão  na entrada do terreno para os dias de chuva.

Existem muitas árvores de fruto no terreno, muitas laranjeiras. Chegam para nós e para oferecer a outros familiares e vizinhos. Mesmo assim, muitas laranjas estragam-se, acho que está sobre dimensionado para  o nosso consumo. Mas o planeamento não foi meu  =)

Couves e bróculos - outro exagero! comemos nós, os vizinhos, as galinhas ... 

diversos =)
Armadilhas para as moscas, cada árvore tem 2 ou 3 garrafas destas para apanhar as moscas africanas que estragam a fruta. O que vêem dentro da garrafa são moscas, milhares delas. Alguém me dizia que as outras moscas "vulgares" que também são apanhadas nestas armadilhas afinal são úteis na horta para combater alguns tipos de pragas. Não sei qual a veracidade desta informação ?!

Feijão verde, os últimos, já com as sementes maduras, são descascados e comem-se como o feijão normal. Chamam-lhe o feijão da horta, tem um sabor mais amargo e é mais duro. Eu não gosto.

Pimentos

Dióspiros, agora com a chuva já devem estar todos estragados, é pena, porque ainda tinha muitos.

Temos uns terrenos semi-abandonados, entregues aos vizinhos que aproveitam o pasto para os animais e foi aí que me lembrei: e se fizesse uma seara de trigo? Ando a matutar nesta ideia, já me disseram para não pensar nisso sequer. O problema é moer o trigo para fazer farinha, já não existem moinhos. Produzir a minha farinha era ser quase independente.
Um dia volto para o campo de vez e nunca mais penso na engenharia que tão pouca felicidade me trouxe. Quando digo isto ao meu pai, "dá-lhe" uma urticaria alérgica a ideias "alternativas". Ele que em novo fugiu da agricultura, e que depois de reformado, voltou para ela!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Recomecei as caminhadas

É muito fácil deixar a preguiça instalar-se, quando o conforto do sofá está a dois passos e a obrigação de sair de casa, simplesmente não existe. Passamos a estar dependentes  da nossa força de vontade para nos mexer.

De manhã é o pai quem os leva à escola,  vão sempre a pé, ou de bicicleta na melhor das hipóteses. Os pedidos para irem de carro - vá lá, só hoje ... - que funcionavam muito bem com a mãe, com o pai não surtem o menor efeito. Faz frio de manhã,  as escolas não são propriamente  perto de casa e aperta um bocadinho o coração vê-los sair com aquela carinha de que não apetece mesmo nada ir a pé. Mas vão! O mais velho, que estava a ficar gordinho, emagreceu significativamente e voltou a vestir as roupas que já tinham deixado de servir, mas por pouco tempo porque os braços e as pernas crescem muito. O pai, também sente diferenças e se no início era difícil o percurso, agora já não sente qualquer dificuldade. Faltava a mãe, que se acomodava à pouca vontade de sair de casa. Quantas menos vezes se saí, menos apetece sair.

Hoje retomei as caminhadas.
Logo pela manhã, logo a seguir ao pequeno-almoço !
Uma hora, sempre a andar bem, o mais depressa que consigo.
Primeiro o frio, depois o sol quente, depois a troca de duas palavras com uma amiga que encontrei por acaso. Soube bem!
Amanhã, quero mais!


terça-feira, 15 de novembro de 2016

As nossas escolas - parte 1

Somos o país europeu com mais horas de aulas semanais, somos o país europeu, onde mais se reprova. As nossas crianças saem de casa, quando os pais vão trabalhar e só regressam a casa quando os pais regressam também. Os pais trabalham, chegam a casa e entre banhos, TPC e jantar, passa a noite,  sem sobrar tempo ou qualidade de vida.

Pela manhã os pais saem de casa já cansados, e os meninos , em muitos casos, saem de casa   com um pequeno almoço demasiado calórico, demasiado açúcarado, rico em amido e em gorduras; pobre em proteínas e vitaminas. Vão de carro, não se mexem, não consomem a energia que ingeriram, chegam à escola  exigem-lhes que se sentem e assim permanecem durante muito tempo,  caladas, atentas e sossegadas! Elas não conseguem, precisam de se mexer, precisam de correr, de brincar, de gritar de serem crianças. Não podem, dão-lhes ritalina - o medicamento do momento - e elas acalmam, aquietam-se no seu lugar e não chateiam mais.

Os meninos também têm as actividades, que funcionam como um escape às consciências dos nossos dias, os meninos fazem desporto, vão às aulas de música, vão ao inglês, portanto está tudo bem ... parece que controlando todos os seus passos vamos ter adultos bem moldados à sociedade e profissionais competentes, pro-activos, assertivos e  bem sucedidos, já para não falar nas festas de aniversário onde tudo é organizado no mais pequeno pormenor, para que as crianças se divirtam ... será?

Já ninguém corre na rua, no parque sem que os pais gritem que se sujam, que se magoam, que vão magoar alguém ... que qualquer catástrofe iminente vai acontecer. Tudo é almofadado para que as nossas crianças não esfolem os joelhos. Os jogos de lutas e de armas que aterrorizam os adultos, são muitas vezes proibidos por ideologias que esperam formar adultos pacíficos. Ainda ontem eu ouvia um apelo do Prof. Carlos Neto para que deixem as crianças brincarem ás lutas e ás guerras porque ao contrario do que se pensa, o contacto físico nestas brincadeiras dá-nos consciência do "outro" e ensina-nos a perceber e a respeitar o próximo. Ensina-nos a fragilidade e torna-nos adultos mais conscientes.

Se vos interessar o tema recomendo esta entrevista, ao Prof. Carlos Neto  http://observador.pt/especiais/estamos-a-criar-criancas-totos-de-uma-imaturidade-inacreditavel/  . Leiam se puderem, é extensa, mas vale a pena, porque põe o dedo na ferida.
Aos avós, que dão cabo dos nervos dos pais com tantos cuidados e advertências, leiam por favor ...

Sim, é uma indirecta cá para casa =)






sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ai, Mr Trump, mr Trump , nem sei o que lhe diga ....

Surpreendeu-me quando ainda fazia campanha a popularidade dos seus disparates, mas nunca imaginei que ganhasse as eleições ... O que antes eram disparates que preenchiam jornais, agora são preocupações reais e perigosas.

Fica a esperança que desiluda tantos os seus eleitores, como desiludiu Obama ... que falhe nas propostas eleitorais como falharam muitos outros ... afinal, a campanha é espectáculo, degradante por vezes, mas é espectáculo e o que se faz ou se diz, não é para levar muito a sério. Esta esperança ainda mantenho! Mesmo com maiorias, eles não governam sozinhos. Com os governos, governa toda uma elite financeira e um conjunto de interesses e lobbies muito poderosos. No meio desta gente toda, que alguém mantenha o bom senso!

Senhor da Cara cor de laranja, peço-lhe: não faça muitos disparates ...


terça-feira, 8 de novembro de 2016

check list

Quando fiquei desempregada,  criei o blog e esta foi uma das primeiras mensagens que publiquei, - entretanto apaguei todas as mensagens e comecei de novo.  Tratava-se de uma lista de prioridades, revi-a agora e deu uma enorme vontade de rir.
Quanta ingenuidade ... tanta ilusão!
Vou publicar na integra:



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-  Prioridades:

 Fazer o CV - pelo menos actualiza-lo, melhora-lo ... dar-lhe um ar mais apelativo, para que as empresas pensem : "como foi que sobrevivemos sem ela?" - risota.

 Fazer uma pesquisa a ver como param as "modas". Quais as ofertas de emprego na minha área? Quais as empresas que interessam? Qual o nível de salários que estão a praticar?

3º Matricular-me num ginásio: já está escolhido, é só lá ir!

 Anular os ATL´s das crianças

  Aproveitar todo o tempo para estar com os meus meninos

 deixar de passar na pastelaria de manhã para beber o cafézinho e comer o bom do pastel de nata, ou do mil folhas, ou do jesuíta ... ou da bolinha de berlim ... esta raras vezes entra no repasto, mas está no top das preferencias ...

 Organizar a casa ... este item vai dar pano para mangas

 Começar a ler as (provavelmente) dezenas de livros que fui comprando, mas que nunca ouve tempo para os ler.

 Avançar como uma auto-formação em várias áreas.

10º Aproveitar para descansar a cabecinha e os neurónios trabalhadores.

Data limite para alcançar os objectivos: Final do ano, altura em que espero já estar novamente a trabalhar.

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Em minha defesa posso dizer que realizei todos os tópicos, excepto a data limite para alcançar os objectivos, era no final do ano, mas esqueci-me de dizer qual. Talvez seja este, nunca se sabe ...